REINO UNIDO QUER SER SEDE DE STARTUPS BRASILEIRAS

Ramo tecnológico brasileiro vem chamando a atenção de grandes instituições e organizações por todo o planeta

A embaixada britânica no Brasil tem feito esforços para internacionalizar startups brasileiras. Um exemplo é a UK Chapter que proporcionou uma extensão do Programa InovAtiva Brasil, responsável por levar 20 empresas do perfil para o Vale do Silício, a melhor região para startups no mundo, segundo o estudo 2015 global Startup Ecosystem Ranking.

Há também o interesse dessas empresas em se aperfeiçoar e expandir rumo a um patamar global.  Tanto é que 3 mil empresas se cadastraram no InovAtiva Brasil por auxílio e capacitação para estabelecer negócios inovadores.

Startups no Reino Unido

Startup_Londres

Londres é o terceiro maior polo tecnológico do mundo, o principal na Europa. A região da cidade conhecida como Silicon Roundabout, é um exemplo do interesse de empresas gigantes de tecnologia em ter sua sede europeia no local. É o que ocorre com Google, Cisco e Facebook, além disso, o ecossistema é um dos mais propícios à novas formas de trabalho e de locação, como os espaços de coworking.

Vantagem mutua

Outro motivo que demostra o quanto pode ser interessante estar no Silicon Roundbout, ou em outro polo de empreendedorismo britânico é a carga tributária cobrada. No Reino Unido as taxas cobradas são muito inferiores às do Brasil. O imposto de renda de pessoas jurídicas, por exemplo, é de 20% contra 35% por aqui. Mas uma das maiores vantagens é estar na Europa, um mercado consumidor maior do que o norte-americano.

E os benefícios continuam. Os investimentos de fundos de Venture Capital, focados em empresas emergentes ou inovadoras, foi superior a US$ 2,2 bilhões em startups com escritórios britânicos, conforme dados de uma pesquisa da CB Insight com a KPMG.

Não é só interessante para os brasileiros estar lá. A região tem interesse em manter perto a criatividade das empresas e dos empreendedores brasileiros. Querendo investir em projetos nas áreas de tecnologia de informação, desenvolvimento sustentável, indústria criativa, saúde, biotecnologia e de defesa, a ideia é que 150 mil libras sejam desembolsadas pelo Reino Unido nessas Startups brasileiras.