campus party

Durante a Campus Party, que ocorreu em São Paulo em fevereiro, diversos empreendedores de todo país se reuniram para expor suas ideias e modelos de negócios tecnológicos. Tendo como grandes destaques o trabalho em conjunto das empresas e a aposta no que se chama de sistema de compartilhamento, ou colaborativo.

Com isso se percebe que conceitos como o de área exclusiva e a visão de outro profissional como inimigos estão cada vez mais em desuso. Para as novas startups a palavra da moda é a troca de informações e aproximação para compartilhamento.

Para se ter ideia, estiveram presentes no evento 80 startups em estágio de growth stage (no linguajar tech, que dizer que estão em crescimento, já, não em fase inicial de abertura). Muitas dessas iniciativas imitam modelos como o do Uber e do Airbnb, softwares pelos quais fornecedores de serviços têm contato direto com clientes.

A realidade a própria Campus Party faz parte dessa nova tendência, quem visitou o evento percebe que os novos empresários estão mais interessados na troca de informações para melhor desenvolvimento de seus produtos do que a confidencialidade das informações.

A tendência em nossos espaços de coworking, pois os empreendedores não só optam por esses espaços como usufruem do benefício do network, no qual eles crescem profissionalmente e amplia suas oportunidades de negócios.

A hora do compartilhamento

E essa tendência vem para ficar, sendo que, a economia colaborativa tomou o mercado, mudando conceitos antiquados. Em busca de alternativas que mesclam economia e qualidade os consumidores encontraram nessa nova realidade vantagens muito maiores.

Lógico que sempre existirão os insatisfeitos com essas mudanças, como é o caso dos taxistas em relação aos aplicativos de transporte compartilhado, mas, essas melhorias dificilmente retrocederão.

O mercado constantemente atravessa mudanças radicais e, com o passar dos anos, ocorre uma readequação e realinhamento das relações de trabalho, prevalecendo a sobrevivência de quem se ajustou melhor, um tipo de seleção natural econômica.

Hoje se tem a percepção de que a economia compartilhada proporciona inúmeras vantagens, os benefícios são muitos, desde as taxas menores até diferenciais de atendimentos, aos quais a população não estava acostumada. Os prestadores de serviços no país nunca prezaram pelo bom atendimento, para comprovar isso, basta ver os sites que compartilham experiências de consumo.