macrotendências

Praticamente todo dia vemos notícias de novas tecnologias que prometem revolucionar algum setor, e tendências de mercado que empreendedores e profissionais devem ficar atentos para acompanhar. Algumas dessas tecnologias e tendências se consolidam e cumprem sua promessa, outras acabam entrando em desuso e esquecidas.

Mas há algumas macrotendências, tendências da tecnologia tão fortes, de impacto tão amplo, que pode apostar: vão impactar qualquer tipo de negócio, em qualquer setor, nos próximos anos e décadas. Algumas já estão fazendo isso, e farão muito mais. Não importa o que você faça, que produto ou serviço ofereça, se você descobrir logo o que são essas macrotendências, como elas funcionam e como utilizá-las a seu favor, terá uma vantagem competitiva significativa frente à concorrência.

Essas macrotendências estão por trás de fenômenos como o bitcoin e outras moedas virtuais, chatbots, aplicativos inovadores para celular, serviços disruptivos e muito mais. Vamos conhecê-las melhor?

Blockchain

Certamente você já ouviu falar do Bitcoin, a “criptomoeda” virtual que pode ser utilizada para realizar pagamentos pela internet e acabou virando um fenômeno de valorização. E ela não é a única. Concorrentes como a Ethereum já cresceram 5.000% em valor apenas nesse ano.

O Bitcoin e outras moedas virtuais não são lastreadas em riquezas materiais como o ouro. Elas são “mineradas” virtualmente, por computadores que competem entre si resolvendo problemas matemáticos. Quem ganha a disputa recebe um bloco de moedas. O número máximo de bitcoins é controlado pela rede. Quem não tem capacidade de minerar a moeda pode comprá-la em casas de câmbio virtuais.

As criptomoedas, ao contrário das moedas “físicas”, não são controladas por um Banco Central: o controle é descentralizado, feito por meio da tecnologia Blockchain. Os Blockchains (sistemas de blocos) são um sistema de contabilidade, que servem para esclarecer e validar o registro de uma transação. Quando você compra bitcoins ou as utiliza para comprar algo, o registro é feito e verificado com criptografia e é distribuído pela rede por milhões de computadores em todo mundo.

Tudo muito técnico, né? Explicando de forma mais simples, o blockchain é como o livro-caixa que registra pagamentos e transações em ordem cronológica. Só que esse livro é compartilhado por todos que usam a moeda e seus registros não podem ser apagados.

De curiosidade tecnológica o blockchain virou a aposta de bancos e grandes empresas de diversos setores para ser uma forma descentralizadas, rápida e segura de gerenciar sua supply chain. As possibilidades de aplicação do Blockchain são muitas e estão apenas começando. Saiba mais sobre a tecnologia nesta matéria da Computerworld e confira um vídeo que explica de forma didática porque ela é revolucionária:

Machine learning

Outra listada nas macrotendências, a Inteligência Artificial, ou AI, já é um termo bem conhecido. O Machine Learning, ou aprendizado de máquinas, ainda é pouco difundido mas tem crescido bastante, e significa quase a mesma coisa. Quase… Como o nome indica, Machine Learning é o processo pelo qual uma máquina pode aprender coisas. Trata-se de um método de automatização de análise de dados utilizando algoritmos, que aprendem de forma interativa a partir dos dados que recebe. Assim, as máquinas podem encontrar insights ocultos sem precisar serem programados para buscar um dado específico.

Também não entendeu muito bem? Resumindo, a inteligência artificial é uma das macrotendências que existe faz tempo, mas era muito limitada. Com o desenvolvimento da capacidade de processamento e da quantidade de dados disponível, ela deu um salto qualitativo e hoje está em outro nível, que permite inovações incríveis como os carros autônomos do Google e outros serviços mais banais mas não menos impressionantes, como os sistemas de recomendação da Amazon e da Netflix e o próprio mecanismo de busca do Google.

O desenvolvimento do machine learning levou à criação de novos termos, como computação cognitiva, deep learning e redes neurais. Todos têm o mesmo princípio, mas em diferentes graus de aprofundamento. As redes neurais, por exemplo, buscam emular o funcionamento das redes de neurônios no nosso cérebro, e o deep learning usa várias camadas de redes neurais para resolver problemas de alta complexidade. Já a computação cognitiva também busca reproduzir o pensamento humano nas máquinas, incorporando elementos simbólicos e conceituais.

Ainda tá difícil entender? Esse artigo da SAS é bem completo, e o vídeo abaixo, do Marcelo Tas, também explica bem o conceito.

O rol de aplicações do machine learning também é enorme, vai impactar todos os setores da economia nos próximos anos.

Design Thinking

Essa não é uma inovação tecnológica. Na verdade, já é usada há décadas pelos designers em seu processo criativo. A novidade foi perceber que esse jeito de pensar dos designers pode ser aplicado a praticamente qualquer área. Afinal, é um método muito eficiente de resolução de problemas.

O design, seja o gráfico, o web, o de produtos, o de interiores, sempre parte do princípio de deixar a criatividade fluir para encontrar a solução para uma dificuldade. O designer precisa equilibrar o exercício de imaginação com o “pé no chão” para poder implementar sua ideia.

Já mostramos aqui no blog os passos para transformar sua ideia em realidade e eles tem muito a ver com o design thinking. O processo tem, basicamente, quatro etapas: identificar problemas ou necessidades do consumidor, por meio de pesquisa; delimitar um problema bem específico; idear, ou seja, fazer brainstorm para ter muitas ideias para resolver o problema; prototipar, ou criar um ou mais modelos de solução baseados nas melhores ideias; testar para ver se realmente funciona; fazer as correções necessárias e então lançar a solução.

Não importa seu ramo de atuação, mesmo que ele não tenha aparentemente nada a ver com design, esse modo de pensar pode ter dar uma grande vantagem frente aos concorrentes que não utilizam esse método! Entenda melhor o processo do design thinking no vídeo:

Internet das coisas

Esse é mais um termo entre as macrotendências que virou moda e ainda é mal compreendido. Mas é bom compreender logo, pois ele vai mudar tudo num futuro próximo. Você já deve ter ouvido falar que em breve os mais variados tipos de objetos que utilizamos no dia a dia estarão conectados à internet. Sim e não. Muitos objetos hoje “dumb”, que não são conectados, virarão “smart”, mas não do jeito que você imagina. A internet das coisas ainda está em estágio embrionário e algumas empresas têm lançados produtos conectados, mas se não houver um propósito claro por trás da ideia de conectar algo à internet, ele não terá muita utilidade prática.

O que a internet das coisas de fato irá fazer é espalhar uma grande quantidade de pequenos sensores “invisíveis” pelo mundo físico, que irão analisar e processar dados a grande velocidade, e as aplicações desses dados são onde está o valor da internet das coisas. Cada objeto ou equipamento utilizará apenas recursos da internet que façam sentido para sua função. Afinal, não faz sentido ver seu e-mail numa tela na geladeira. Mas fazer uma lista de comprar e pedir para um supermercado online entregar pra você faz sentido, ou analisar o que tem na geladeira e criar uma receita a partir dos ingredientes.

Nem precisamos falar que, se a internet vai estar em todos os lugares, isso vai impactar todos os setores da economia, certo? Então já passou da hora de você se informar sobre como usar essa inovação no seu setor! Confira o vídeo que explica melhor o conceito.

Claro que todos esses conceitos de macrotendências podem ser bem ou mal utilizados, e só quem souber dominá-los e explorar todo o seu potencial vai realmente se destacar. Por isso, a dica é: estude, pesquise, domine esses conceitos, e pense em como utilizá-los na sua área de atuação! Você não vai se arrepender!