APLICATIVOS DE RELACIONAMENTO “EXPLODEM” E GANHAM ESPAÇO NOS CELULARES E NA VIDA DE SOLTEIROS

Mudança de hábito que impulsionou o surgimento de aplicativos começou doze anos antes do boom no segmento

O surgimento de novas tecnologias, principalmente no século XXI, modificou a forma com que as pessoas se relacionam. Pouco antes disso, em 1997, foi lançado o ICQ, um aplicativo de computador pioneiro no ramo de mensagens instantâneas. Naquela época, não existia celulares com internet e, para se ter ideia, o primeiro Ipod foi lançado em 2001.

Depois do ICQ veio o MSN, outro programa para computador, mas com mais recursos e melhor funcionalidade. A partir disto, quem ganhou forças foram redes sociais: Orkut e, posteriormente, Facebook.

No quesito de mensagens instantâneas, o avanço dos celulares, agora Smartphones, revolucionou o mercado tecnológico junto com seus aplicativos. Você se lembra do Black Berry? Aquele aparelho virou uma ‘febre”, apenas por seu serviço conhecido como “BBM”. Aí veio o Whatsapp, uma ferramenta mais democrática que em pouco tempo dominou o mercado. Em outubro de 2014 o aplicativo foi comprado pelo Facebook por cerca de US$22 bilhões.

A moda pegou e junto com o aprimoramento das redes sociais, surgiram Startups no mercado tecnológico que lançaram aplicativos e sites de relacionamento. Tais plataformas não param de crescer.

No ano de 2000, foi lançado o site mais antigo deste ramo no Brasil. O Par Perfeito ainda tem crescido bastante, por mês calcula-se cerca de 450 mil novos usuários. No total, o portal conta com mais de 50 milhões de “habitantes”.

Apps-de-Paquera

Apps – Tinder e Happn

O boom neste ramo tecnológico começou após o norte-americano Tinder (chegar ou aterrissar em território brasileiro). Lançado em seu país de origem em 2012, chegou ao Brasil em setembro do ano seguinte. O aplicativo, em dois anos, já conta com 10 milhões de usuários.

Porém, em um mercado crescente, foi percebendo-se que aplicativos com tal viés, fossem fazer mais sucesso se direcionado a um nicho especifico. O Tinder ou agradou tanto que pessoas dos mais diferentes perfis o passaram a frequenta-lo). Porém muitos destes usuários deixaram de usá-lo por se depararem com uma grande dificuldade em encontrar outros indivíduos com que se identificassem.

Cada macaco no seu galho

Para o site Divino Amor ter sucesso, bastou entender que havia uma demanda entre o público evangélico. No começo, não era focado para esse segemento, mas com algumas pequenas adaptações como retirar a opção de beber e fumar, o site atendeu as demandas. Hoje, conta com dois milhões de usuários, o aplicativo ainda registra 40 mil novos cadastros por mês.

Os mais recentes, Kickoff e Happn, buscam a tal segmentação para atrair mais usuários, além da segurança de apresentar pessoas com diversas características em comum.

Como pessoas procuram outras com perfis mais parecidos, o Happn acredita na aglomeração gerada pela geolocalização dos usuários. Registrando o trajeto de cada indivíduo, o aplicativo mostra todos os usuários que passaram pelo seu caminho. De acordo com os idealizadores do projeto, é importante estar perto da pessoa para realmente conhecê-la.

O Kickoff aposta nas relações de cada um, mostrando apenas os usuários que tem contato com pessoas em comum. Todo mundo que aparecer é amigo de amigo ou tem relações de terceiro grau (algum amigo seu conhece a pessoa que apareceu para você). A principal vantagem de se selecionar assim é a segurança que se transmite ao usuário, ao estar em contato com alguém do seu meio de convivência.